segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Dia 11 – Tango à vista!


Seguimos da cidade de Três Arroyos para Buenos Aires. O plano anterior era chegarmos a Mar Del Plata e não Três Arroyos, mas como a chuva não aliviou em nenhum momento, decidimos que ao invés de irmos à Del Plata ficaríamos em Três Arroyos.

Como não queríamos atrasar o cronograma fomos direto à Buenos Aires. A chuva aliviou um pouco, mas continuamos “ensacados” nas capas, polainas e luvas contra chuvas. A estrada começou a ficar pior que as outras, algumas imperfeições eram percebidas e pegamos alguns caminhões também.
Chegamos à Buenos Aires por volta das 14:00 hs, debaixo de um baita calor, fizemos sauna durante alguns minutos até pararmos para a prática do efeito cebola ( tira-se a roupa em camadas ).
Logo na entrada da cidade parou uma CG/YBR/Suzuki/ETC do meu lado e começou a falar:
-Andale, andale, andale, isso aí Brasil, que legal ! De onde vcs vieram ?
Achei estranho, pois o ANDALE ANDALE ANDALE de sempre passou a ser compreensível!
De fato, estabeleci uma conversa e depois que caiu a ficha: Eu falava Português! Notei que havia uma bandeira brasileira cobrindo o tanque e pensei novamente nas seguintes alternativas:
-1)Será que ela fez o mesmo trajeto que a gente numa CG ?
2)Pretendia fazer e a moto parou por ali?
3) NDA.
Continuando...
A entrada em Buenos Aires parecia uma parada cívica!
-Lenta. Porque havia uma manifestação dos paneleiros em La Calle 9 de Julio ! ( Eu acredito que aquilo não era manifestação, pois ninguém faz tantas assim. Eles são barraqueiros mesmos ).
-Atração. O escapamento da Fat Boy do Luis impede que qualquer um em cima daquela moto passe por despercebido, junto com o meu que não é muito silencioso também, além de um monte de bandeiras do Brasil amarradas na bagagem.
-Vibração do Povo. Passou um maluco gritando no meio da rua: Brasil! Brasil! Brasil! Brasil! Ficamos sem saber o que fazer, se gritávamos juntos, se permaneceríamos calados, se deveríamos chamá-lo de Ijo de P@$%#¨.....ficamos pasmos e quietos !
Fomos procurar um Ibis.....demoramos um pouco para achar, pois já viu, em Buenos Aires e com o GPS do Chiquito ..... Pergunta-se daqui e acolá, chegamos no Ibis.
Neste ínterim, mais uma conversa interessante contendo as clássicas perguntas: De onde são ? De onde vem? Pra onde vão? Quantas cilindradas? Quantos dias e depois a derradeira e até o momento inédita : Tines una moneda ?
-Si, La tengo. Pero es mia !
Continuo com minha teoria de que começarei dar esmolas quando alguém me parar no farol e me disser: “Senhor, toma aqui um trocado pra você!” Sem eu pedir é claro.
Pensei comigo, esse cabeça de Totem demorou esse tempo todo preenchendo uma ficha pra pedir uma moeda ? Ele que deveria me dar pelo tempo que desperdicei com ele ....hahahahaha
Sem demora, guardamos as malas e descemos para andar pela cidade, pois andar é sempre bom, principalmente após 11 dias em cima de uma moto.... Você deixa de ter um sistema circulatório para ter um sistema repositório ...
Conheçam Buenos Aires ... não vou descrevê-la.
Conversamos sobre o tempo que tínhamos disponível para Buenos Aires, alguns membros do grupo gostariam de permanecer por mais tempo, outros menos, outros eram indiferentes e por fim, decidimos continuar com o estilo “Nem te vi de viajar”....
Demos uma volta em La Calle 25 de Marzo, em La Plaza de La Republica, en La Rua Derecha e despues para Puerto Madero.
Desfrutamos de uma bela carne no extinto La Caballeriza, isso mesmo, mudou de nome. A costela que eu comi era do tamanho de um fêmur... mas mandei ver ! Era um desafio a ser conquistado... hehheehe ...
Passamos no Café Tortini ( Estava com muito sono para lembrar do nome certo, super tradicional, desde 1836 e, sem considerar os garçons, eu não vi nenhum argentino lá dentro). Por um momento, o confundi com o Franz mesmo.....só Brazucas .... Mas bem legal, tem que ir !
O show de Tango passamos para a próxima!

Um comentário: